Setembro de 2007
CAMPEONATO MUNDIAL
FAI DE PARAMOTOR - CHINA

De 1 a 9 de setembro a cidade de Beijing, na China, foi a sede do 5º Campeonato Mundial FAI de Paramotor, evento que reuniu 200 pilotos de 22 países, competindo na categoria PF1 (decolagem com os pés), 127 pilotos. Pela primeira vez o Brasil participou deste circuito, representado pelos pilotos Marcelo Alexandre Menin e Valtemir Pereira, o Billy na categoria PF1.

Piloto de competição em Asa Delta desde 1996, Marcelo Menin voa de paramotor desde a mesma época, já tendo realizado importantes projetos comerciais e grandes travessias com este tipo de equipamento. Segundo ele, o Mundial de Paramotor na China foi um dos eventos mais bem organizado e estruturado do qual já participou.

A grande maioria dos competidores era de europeus, sendo Marcelo e Billy os únicos representantes da América do Sul. As equipes eram formadas por 6 pilotos, 1 team leader e alguns assistentes, mas, apesar do Brasil contar apenas com dois integrantes, a hospitalidade do povo Chinês e a acolhida dos outros competidores deixou claro aos nossos pilotos a importância da presença brasileira no evento e alguns atletas chegaram a sugerir o Brasil como sede do Campeonato Mundial de 2009.

Durante os 7 dias aconteceram 10 provas, divididas nas categorias navegação, economia, slalon e precisão. As provas de slalon exigiram, além de muita habilidade, também disposição e algumas horas de sono dos pilotos, que para não sofrerem interferência do vento e térmicas, tinham que decolar às 6hs da manhã. As demais provas aconteceram entre as 12hs e as 17hs.

“Quebramos vários paradigmas durante a competição. Sempre tivemos como regra nunca voar baixo sobre cidades e decolar de tanque semi-vazio, mas, durante as provas de economia, decolávamos com 4 litros para voarmos, no mínimo, por uma hora sobre lugares com pouco pouso”, relata Marcelo. O objetivo desta prova é sobrevoar o máximo possível de “turn points” em uma hora. Pilotos que pousam fora da área do evento não pontuam. A categoria ‘economia’ também contou com provas de permanência, exigindo técnica dos pilotos para manterem-se no ar aproveitando as térmicas e lifts dos morros.

As provas de navegação eram orientadas por mapas, o que foi uma desvantagem para os nossos pilotos, habituados há anos ao uso do GPS. No primeiro dia de prova Marcelo Menin perdeu o mapa em vôo e no terceiro pousou no deck errado. “foram erros cometidos por nunca haver participado de um campeonato de paramotor e também por não contar com o auxílio de um team leader na interpretação das provas”, explicou Menin. Mas, nos outros dias o desempenho dos brasileiros melhorou muito, chegando a estar entre os 5 primeiros colocados de uma das provas, chamando a atenção dos outros competidores. “Foi um grande aprendizado e espero participar dos próximos circuitos mundiais”, disse Marcelo, que acredita que o Brasil pode brigar pelas primeiras posições nas próximas competições se contar com uma equipe completa, a exemplo do que acontece na Asa Delta desde 1989.

Entre as curiosidades observadas durante o evento, nossos pilotos destacaram o fato de terem que devolver os mapas à organização após a competição. Segundo eles, na China o espaço aéreo é extremamente controlado, assim como os mapas oficiais. Do visual, a imagem da qual não se esquecerão é a de sobrevoar a Grande Muralha, o que foi possível em duas provas.

Os pilotos brasileiros contaram com o apoio da ABUL (Associação Brasileira de Ultra-Leves), que providenciou tudo em curto espaço de tempo para a participação deles no Mundial e patrocínio da Itaipu Binacional, que cobriu todas as despesas.

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Impressões sobre a China

Quem imagina que a frieza e pouca capacidade de comunicação sejam características do povo chinês está redondamente enganado. Extremamente educados, dedicados e cultos, os chineses esbanjam simpatia e são de uma hospitalidade como se vê em poucos lugares.

Desde os projetos de paisagismo até as obras e monumentos públicos, em tudo se observa qualidade e a preocupação de que as coisas durem para sempre. Limpeza e organização também são características marcantes. As pessoas não jogam lixo nas ruas, os muros não são pichados, idosos e crianças são extremamente respeitados e praticamente não se vê pessoas armadas, nem mesmo os guardas de banco. Com uma filosofia e cultura milenares e a prática do respeito ao próximo, a China realmente tem se levantado como a grande potência do Século XXI.

 
 
 
 

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